Sábado, dia 20, dia da minha partida, tinha a intenção de ir à praia do Porto da Barra pela manhã, mas amanheceu chovendo horrores. Um inglês que chegara na noite anterior me havia perguntado sobre o tempo: "How's the weather?"... eu respondi: "It's great, sunny and bright all day long"... e ele sorriu feliz da vida... e eu disse que no sábado não seria diferente... e ele só dizia: "Hopefully"... Coitado... ainda bem que não o vi no sábado, senão iria me matar... hehe.
Desta forma, passei a manhã lendo no albergue e ao meio-dia fiz o check out e guardei minha bagagem com a recepcionista até o fim da tarde, quando eu pegaria o vôo para casa.
Fui almoçar no Shopping da Barra e por lá mesmo fiquei, andando igual barata tonta até dar a minha hora. No meio da tarde minha amiga Rosa Gravina em ligou, e me pegou para levar-me ao aeroporto. Chovia muito e foi bom contar com uma pessoa tão prestativa estes dias todos em Salvador.
Peguei o vôo da Gol às 17:45 e foi uma viagem muito tranquila. Na viagem encontrei com a jornalista Leila Ferreira, que tinha um programa na Rede Minas chamado "Leila Entrevista". Ela me disse que agora está em São Paulo trabalhando na revista Marie Claire onde assina uma coluna. Ela não desembarcou em BH, seguiu para São Paulo. É uma pessoa simpatíssima.
Cheguei em BH morrendo de frio, a temperatura estava baixa se comparada ao Nordeste.... Bom, agora é retomar a vida normal e planejar a próxima viagem. Obrigado por terem me acompanhado até aqui, e aguardem no blog as fotos a começar da primeira postagem sobre o Ceará.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
sábado, 20 de setembro de 2008
Nordeste - Salvador 05
Nesta sexta-feira fiquei em Salvador, não fui a nenhuma praia mais distante. Fui á praia no Porto da Barra, há um quarteirão do albergue. Esta praia foi onde desembarcou pela primeira vez Tomé de Souza em 1549, rezou aí a primeira missa e fundou a vila de São Salvador. É neste ponto, no Farol da Barra, que se dividem a Baía de Todos os Santos e a Costa.
A praia é calma, não tem ondas e é muito frequentada pela população local. Ela não é muito grande, possui umas partes com pedras e na maré baixa também formam-se piscinas naturais e com peixes de todas as cores.
Mais tarde um pouco resolvi ir até a praia depois do Farol, ela é maior e tem mais espaço. Nesta praia os surfistas a aproveitam para pegar ondas, pois a região tem menos pedras que as demais.
Almocei por volta de 13:30 horas no Shopping da Barra com o Novais, um amigo meu da cidade de Feira de Santana. Ele está de férias em Salvador e aproveitamos para colocar o papo em dia. Depois andamos pela orla, na Barra e Porto da Barra para tirarmos umas fotos. Foi bom encontrá-lo aqui.
A noite permaneci no albergue já preparando as malas para a viagem de volta para casa no sábado.
A praia é calma, não tem ondas e é muito frequentada pela população local. Ela não é muito grande, possui umas partes com pedras e na maré baixa também formam-se piscinas naturais e com peixes de todas as cores.
Mais tarde um pouco resolvi ir até a praia depois do Farol, ela é maior e tem mais espaço. Nesta praia os surfistas a aproveitam para pegar ondas, pois a região tem menos pedras que as demais.
Almocei por volta de 13:30 horas no Shopping da Barra com o Novais, um amigo meu da cidade de Feira de Santana. Ele está de férias em Salvador e aproveitamos para colocar o papo em dia. Depois andamos pela orla, na Barra e Porto da Barra para tirarmos umas fotos. Foi bom encontrá-lo aqui.
A noite permaneci no albergue já preparando as malas para a viagem de volta para casa no sábado.
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Nordeste - Salvador 04
Nesta quinta levantei-me cedo e me preparei para o passeio a Morro de São Paulo. Quase no horário marcado, me avisaram que o passeio fora cancelado porque não houve lotação suficiente para realizá-lo. De imediato fiquei furioso, perder um passeio como este era inconcebível. Mas como não adiantava chorar, resolvi fazer outro passeio, mas para a Praia do Forte.
A van passou por volta das 8 da manhã e fomos. Antes de seguirmos para a Praia do Forte passamos pela Lagoa de Abaeté, mas não descemos, foi apenas uma visita de dentro da van mesmo. O local me pareceu muito simplório se comparado às inúmeras canções de Caymi e outros cantores. Hoje lá é uma reserva ambiental.
A Praia do Forte fica no município de Mata de São João e lá visitamos o Projeto Tamar. Este trecho funciona como a sede do Projeto Tamar. Há muitos aquários com algumas espécies de tartarugas e outros peixes, inclusive tubarões.
Visitamos a praia e o vilarejo e depois seguimos para a praia de Guarajuba, no município de Camaçari. Lá almoçamos e frequentamos a praia. O lugar é muito bonito e também possui inúmeras piscinas naturais, como na praia do Flamengo. O que me chateou foi que a praia estava inundada de óleo vindo do mar, ou melhor, xisto liberado por alguma embarcação. Aquela massa preta impregnou no pé não saia facilmente. No fim da tarde retornamos ao albergue.
A noite fui conhecer o Coco Bahia, um lugar magnífico onde comemos um crepe delicioso e um drink inesquecível. Fui com minha amiga Rosa Gravina, sua filha Fernanda e o genro Mário. Mais tarde chegaram duas irmãs da Rosa para nos acompanhar. Foi um maravilhoso dia em Salvador, que não seria a mesma coisa sem a gentileza e hospitalidade da Rosa e sua família.
A van passou por volta das 8 da manhã e fomos. Antes de seguirmos para a Praia do Forte passamos pela Lagoa de Abaeté, mas não descemos, foi apenas uma visita de dentro da van mesmo. O local me pareceu muito simplório se comparado às inúmeras canções de Caymi e outros cantores. Hoje lá é uma reserva ambiental.
A Praia do Forte fica no município de Mata de São João e lá visitamos o Projeto Tamar. Este trecho funciona como a sede do Projeto Tamar. Há muitos aquários com algumas espécies de tartarugas e outros peixes, inclusive tubarões.
Visitamos a praia e o vilarejo e depois seguimos para a praia de Guarajuba, no município de Camaçari. Lá almoçamos e frequentamos a praia. O lugar é muito bonito e também possui inúmeras piscinas naturais, como na praia do Flamengo. O que me chateou foi que a praia estava inundada de óleo vindo do mar, ou melhor, xisto liberado por alguma embarcação. Aquela massa preta impregnou no pé não saia facilmente. No fim da tarde retornamos ao albergue.
A noite fui conhecer o Coco Bahia, um lugar magnífico onde comemos um crepe delicioso e um drink inesquecível. Fui com minha amiga Rosa Gravina, sua filha Fernanda e o genro Mário. Mais tarde chegaram duas irmãs da Rosa para nos acompanhar. Foi um maravilhoso dia em Salvador, que não seria a mesma coisa sem a gentileza e hospitalidade da Rosa e sua família.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Nordeste - Salvador 03
Bom, hoje é dia 17/09, e como eu havia dito ontem, eu fui à praia do Flamengo hoje cedo. Peguei um ônibus quase na porta do albergue, e ele vai margeando a orla até o final, cerca de 26 km passando pela Barra, Rio Vermelho, Ondina, Pituba, Itapoã, Stella Maris e muitas outras praias bahianas. É incrível ver como Salvador tem uma grande extensão de praia urbana, todo este percurso é dentro da cidade e todas com excelente infraestrutura. E pelo que percebi praticamente todas são boas pra banho.
A praia do Flamengo fica já quase no município de Lauro de Freitas, e possui uma beleza incrível. A maré estava baixa e a chamada língua d'água era grande. Vemos sobre a praia a imensidão de algas verdes e as piscinas na praia. Estas piscinas são como poços formados pela maré baixa. A água fica quentinha e muito boa para nadar. Em várias destas piscinas podemos ver peixes de toda natureza, cores, formatos e texturas.
Gostei muito também dos serviços oferecidos. Almocei num bar chamado Martin Pescador, e eles não cobram pelo uso das mesas e guarda-sóis, mesmo se não consumirmos nada lá. Foram também muito gentis ao guardarem no caixa a minha muchila enquanto eu passeava pela praia. Andei muito, nadei e aproveitei para tirar fotos. Senti a praia muito segura e tranquila.
Almocei agulhinha frita com farofa e purê de batata. Estava tudo muito gostoso e eu comi nada mais nada menos que 10 agulhinhas. Fiquei mais do que satisfeito. No meio da tarde retornei ao albergue, guardei as minhas coisas e fui ao praia do Farol da Barra.
Fiquei lá andando e nadando numas piscinas que se formam lá também. Ao por-do-sol fui embora pois a água se torna fria demais. Como sempre o por-do-sol aqui é espetáculo.
Já agendei para esta quinta-feira um passeio a Morro de São Paulo, amanhã lhes conto como foi.
A praia do Flamengo fica já quase no município de Lauro de Freitas, e possui uma beleza incrível. A maré estava baixa e a chamada língua d'água era grande. Vemos sobre a praia a imensidão de algas verdes e as piscinas na praia. Estas piscinas são como poços formados pela maré baixa. A água fica quentinha e muito boa para nadar. Em várias destas piscinas podemos ver peixes de toda natureza, cores, formatos e texturas.
Gostei muito também dos serviços oferecidos. Almocei num bar chamado Martin Pescador, e eles não cobram pelo uso das mesas e guarda-sóis, mesmo se não consumirmos nada lá. Foram também muito gentis ao guardarem no caixa a minha muchila enquanto eu passeava pela praia. Andei muito, nadei e aproveitei para tirar fotos. Senti a praia muito segura e tranquila.
Almocei agulhinha frita com farofa e purê de batata. Estava tudo muito gostoso e eu comi nada mais nada menos que 10 agulhinhas. Fiquei mais do que satisfeito. No meio da tarde retornei ao albergue, guardei as minhas coisas e fui ao praia do Farol da Barra.
Fiquei lá andando e nadando numas piscinas que se formam lá também. Ao por-do-sol fui embora pois a água se torna fria demais. Como sempre o por-do-sol aqui é espetáculo.
Já agendei para esta quinta-feira um passeio a Morro de São Paulo, amanhã lhes conto como foi.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Nordeste - Salvador 02
Bom, hoje acordei cedo, tomei café-da-manhã e caiu uma chuvinha fina que não durou muito. Depois tirei umas fotos do albergue enquanto eu aguardava minha amiga soterapolitana, Rosa Gravina, passar aqui para me pegar. Passaram ela e sua filha Fernanda e depois seguimos eu e Rosa a passear pela cidade.
Deixamos o carro estacionado em frente ao Mercado Modelo e subimos o Elevador Lacerda de onde tiramos muitas fotos. Andamos a manhã pelo Pelourinho, entramos na Igreja de São Francisco e fotografamos tudo, contra a vontade dos cartazes que lá pediam para não fotografar. Mas não usei flash, já foi melhor. Realmente há uma grande quantidade de ouro lá, é muito linda. Vimos outras igrejas, o Terreiro de Jesus, a Casa de Jorge Amado, a Casa Olodum e muitas lojas interessantes.... Ganhei uma fita do Senhor do Bonfim em Fortaleza, uma amiga de Natal havia me dado, então eu a usei, foi a minha arma contra os pedintes e pessoas que oferecem tais fitas.
Para voltarmos à Cidade Baixa descemos de Plano Inclinado, um bondinho que desce na diagonal. Fomos direto ao Mercado Modelo onde compramos umas coisinhas. Depois fomos ao subsolo do Mercado conhecer o lugar onde ficavam os escravos aprisionados, que acabavam morrendo afogados quando subia a maré. De lá pegamos o carro e fomos à casa da Rosa almoçar.
Almoçamos eu, a Rosa, as suas filhas Gabriela e Fernanda e a amiga Paula. A Marli fez um almoço especial, peixe ensopado, caruru (um prato com quiabo, castanha de caju, dendê e outros), vatapá, strogonoff e arroz integral. Estava muito delicioso. Como sobremesa comi um caju pela primeira vez na vida, antes só tinha tomado o suco, e um belo pudim. Da cobertura do apartamento tiramos umas fotos, inclusive da ilha de Itparica ao fundo.
Andando mais pela cidade conheci o prédio onde mora Ivete Sangalo, no Campo Grande e fomos à Igreja do Senhor Bom Jesus do Bonfim. Uma igreja simples mas com belos azulejos portugueses. De lá tomamos a orla ruma ao Ribeira, onde tomamos um belo sorvete. O meu foi de amendoim e coco e da Rosa de milho verde e coco.
Como já estava no final da tarde, a Rosa me deixou no Farol da Barra para fotografar o por-do-Sol. Foi um momento maravilhoso! Vários turistas lá estavam para o mesmo evento.
Íamos comer hoje um crepe a noite, no Coco Bahia, mas estávamos cansados e deixamos para outro dia.
Seguindo orientações da Thaisinha, devo ir amanhã cedo para a Praia do Flamengo.
Deixamos o carro estacionado em frente ao Mercado Modelo e subimos o Elevador Lacerda de onde tiramos muitas fotos. Andamos a manhã pelo Pelourinho, entramos na Igreja de São Francisco e fotografamos tudo, contra a vontade dos cartazes que lá pediam para não fotografar. Mas não usei flash, já foi melhor. Realmente há uma grande quantidade de ouro lá, é muito linda. Vimos outras igrejas, o Terreiro de Jesus, a Casa de Jorge Amado, a Casa Olodum e muitas lojas interessantes.... Ganhei uma fita do Senhor do Bonfim em Fortaleza, uma amiga de Natal havia me dado, então eu a usei, foi a minha arma contra os pedintes e pessoas que oferecem tais fitas.
Para voltarmos à Cidade Baixa descemos de Plano Inclinado, um bondinho que desce na diagonal. Fomos direto ao Mercado Modelo onde compramos umas coisinhas. Depois fomos ao subsolo do Mercado conhecer o lugar onde ficavam os escravos aprisionados, que acabavam morrendo afogados quando subia a maré. De lá pegamos o carro e fomos à casa da Rosa almoçar.
Almoçamos eu, a Rosa, as suas filhas Gabriela e Fernanda e a amiga Paula. A Marli fez um almoço especial, peixe ensopado, caruru (um prato com quiabo, castanha de caju, dendê e outros), vatapá, strogonoff e arroz integral. Estava muito delicioso. Como sobremesa comi um caju pela primeira vez na vida, antes só tinha tomado o suco, e um belo pudim. Da cobertura do apartamento tiramos umas fotos, inclusive da ilha de Itparica ao fundo.
Andando mais pela cidade conheci o prédio onde mora Ivete Sangalo, no Campo Grande e fomos à Igreja do Senhor Bom Jesus do Bonfim. Uma igreja simples mas com belos azulejos portugueses. De lá tomamos a orla ruma ao Ribeira, onde tomamos um belo sorvete. O meu foi de amendoim e coco e da Rosa de milho verde e coco.
Como já estava no final da tarde, a Rosa me deixou no Farol da Barra para fotografar o por-do-Sol. Foi um momento maravilhoso! Vários turistas lá estavam para o mesmo evento.
Íamos comer hoje um crepe a noite, no Coco Bahia, mas estávamos cansados e deixamos para outro dia.
Seguindo orientações da Thaisinha, devo ir amanhã cedo para a Praia do Flamengo.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Nordeste - Salvador 01
Nesta segunda levantei-me cedo e fui fazer as malas. Enquanto as fazia, assistia ao programa Mais Você da Ana Maria Braga e gostei muito da mensagem que ela passou hoje e vou tentar transmiti-la. Ela disse que para sermos felizes não podemos atribuir a nossa felicidade aos outros. Depende somente de nós mesmos esta felicidade. A clássica frase "você é a razão da minha vida" não poderá ser uma verdade, pois a razão da nossa vida somos nós mesmos. Eu achei isto interessante, pois várias pessoas me questionaram o fato de eu viajar sozinho, que seria loucura. Será que devo esperar que alguém viage comigo sempre? Viajar sozinho não é bom? Eu acredito no que a Ana Maria disse, eu não dependo de ninguém para ser feliz... e acredito a cada dia mais nisto.
Segui para a rodoviária e quase perdi o ônibus, embora tivesse chegado com uma hora de antecedência. Cheguei e fiquei em frente às plataformas e o ônibus nunca mais que chegava. Ao me informar, me disseram que minha passagem era VIP, e que o embarque é feito na sala VIP, no segundo andar. Agora entendo porque a minha passagem custou tão cara, a mais cara até agora. A sala vip tinha café, banheiro privativo, ar condicionado, TV e tudo mais.... O ônibus simplesmente parecia um transatlântico, de tão grande e confortável. A viagem, porém, seguiu tranquila.
Passamos por Costa do Sauípe e depois pelo pólo petroquímico de Camaçari. A paisagem lembra Minas, se não fossem as palmeiras e o mar, que aparecia de vez em quando. Seguimos a rota litorânea, por isto era possível ver o mar. Chegamos a Salvador deslumbrando um belo por-do-sol, uma bela maneira de dizer boas-vindas.
Segui para o albergue Porto da Barra. O clima neste albergue é o mais descontraído que já vi, realmente reflete o clima festeiro da Bahia. É interessante ver como os funcionários tb são bem baianos, não se preocupam com muita coisa... naquele ritmo quase parando... Mas estou gostando muito até agora.
Ainda não sei se vou fazer os passeios a Morro de São Paulo e City Tour, tudo está muito caro. Amanhã de manhã vou fazer os orçamentos com calma.
Segui para a rodoviária e quase perdi o ônibus, embora tivesse chegado com uma hora de antecedência. Cheguei e fiquei em frente às plataformas e o ônibus nunca mais que chegava. Ao me informar, me disseram que minha passagem era VIP, e que o embarque é feito na sala VIP, no segundo andar. Agora entendo porque a minha passagem custou tão cara, a mais cara até agora. A sala vip tinha café, banheiro privativo, ar condicionado, TV e tudo mais.... O ônibus simplesmente parecia um transatlântico, de tão grande e confortável. A viagem, porém, seguiu tranquila.
Passamos por Costa do Sauípe e depois pelo pólo petroquímico de Camaçari. A paisagem lembra Minas, se não fossem as palmeiras e o mar, que aparecia de vez em quando. Seguimos a rota litorânea, por isto era possível ver o mar. Chegamos a Salvador deslumbrando um belo por-do-sol, uma bela maneira de dizer boas-vindas.
Segui para o albergue Porto da Barra. O clima neste albergue é o mais descontraído que já vi, realmente reflete o clima festeiro da Bahia. É interessante ver como os funcionários tb são bem baianos, não se preocupam com muita coisa... naquele ritmo quase parando... Mas estou gostando muito até agora.
Ainda não sei se vou fazer os passeios a Morro de São Paulo e City Tour, tudo está muito caro. Amanhã de manhã vou fazer os orçamentos com calma.
domingo, 14 de setembro de 2008
Nordeste - Aracaju 02
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Esqueci de lhes dizer ontem. Quando fui ao shopping Jardins, aqui em Aracaju, após cortar os cabelos, eu comprei outra máquina fotográfica nas Lojas Americanas. É outra Sony Cyber Shot, quase igual a anterior, porém um pouco mais moderna e é de cor preta e não prata, como a outra. Os comandos são idênticos. Achei melhor que fosse da mesma marca pela similaridade dos comandos.
Já hoje, 14/09, levantei com uma preguiça danada. Depois que descartei a possibilidade de ir a Mangue Seco e Xingó devido aos custos e também pela falta de vaga na van da empresa que contactei, o jeito foi me arrumar por aqui mesmo. A cidade é pequena e não tem quase nada para fazer, e de carro é difícil, tudo é muito longe. Como me hospedei no centro fiquei morrendo de medo de sair nesta cidade sem movimento, por ser domingo. Mas mesmo assim andei um pouco no centro, numa praça onde fica a catedral e a prefeitura. Tirei algumas poucas fotos morrendo de medo de assalto. Depois andei até à margem do Rio Sergipe de onde podemos avistar a ponte nova, que é de concreto e possui cabos sustentando-a, esqueci o nome técnico (Seria ponte Pênsil?). Depois peguei o ônibus e fui a Atalaia, mas não para a praia. Nunca vi tanta gente pegando ônibus para a praia de Atalaia... farofeiros de toda a cidade. Desci na Avenida Santos Dumont, a principal de Atalaia, e fui ao posto de informações turísticas. Nunca vi um povo tão mal informado. Decidi sair sem dica deles mesmo.
No meu guia havia a citação de um oceanário. Pois bem... fui conhecê-lo. É pequeno, modesto, mas ajudou a passar o tempo. E a renda dos ingressos é destinada ao Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas). Havia uns monumentos no caminho, fotografei e depois voltei ao hotel.
Como senti o centro muito sinistro, tomei banho e fui almoçar no shopping Jardins, mas fui de taxi, não é muito longe. Depois do almoço resolvi assistir a um filme, já que estava no cinema. Assisti ao "Zohan, um agente bom de corte", um besteirol típico americano. Ao sair do cinema já lanchei pão de queijo Forno de Minas, só para não perder o hábito. Dei um pulo nas Lojas Americanas e comprei uns chocolates para adoçar o "sem nada o que fazer".
Nesta segunda-feira sigo para Salvador da Bahia.... Vamos ver o que a Bahia tem, minha gente!!!
Abraços!
Já hoje, 14/09, levantei com uma preguiça danada. Depois que descartei a possibilidade de ir a Mangue Seco e Xingó devido aos custos e também pela falta de vaga na van da empresa que contactei, o jeito foi me arrumar por aqui mesmo. A cidade é pequena e não tem quase nada para fazer, e de carro é difícil, tudo é muito longe. Como me hospedei no centro fiquei morrendo de medo de sair nesta cidade sem movimento, por ser domingo. Mas mesmo assim andei um pouco no centro, numa praça onde fica a catedral e a prefeitura. Tirei algumas poucas fotos morrendo de medo de assalto. Depois andei até à margem do Rio Sergipe de onde podemos avistar a ponte nova, que é de concreto e possui cabos sustentando-a, esqueci o nome técnico (Seria ponte Pênsil?). Depois peguei o ônibus e fui a Atalaia, mas não para a praia. Nunca vi tanta gente pegando ônibus para a praia de Atalaia... farofeiros de toda a cidade. Desci na Avenida Santos Dumont, a principal de Atalaia, e fui ao posto de informações turísticas. Nunca vi um povo tão mal informado. Decidi sair sem dica deles mesmo.
No meu guia havia a citação de um oceanário. Pois bem... fui conhecê-lo. É pequeno, modesto, mas ajudou a passar o tempo. E a renda dos ingressos é destinada ao Projeto Tamar (Tartarugas Marinhas). Havia uns monumentos no caminho, fotografei e depois voltei ao hotel.
Como senti o centro muito sinistro, tomei banho e fui almoçar no shopping Jardins, mas fui de taxi, não é muito longe. Depois do almoço resolvi assistir a um filme, já que estava no cinema. Assisti ao "Zohan, um agente bom de corte", um besteirol típico americano. Ao sair do cinema já lanchei pão de queijo Forno de Minas, só para não perder o hábito. Dei um pulo nas Lojas Americanas e comprei uns chocolates para adoçar o "sem nada o que fazer".
Nesta segunda-feira sigo para Salvador da Bahia.... Vamos ver o que a Bahia tem, minha gente!!!
Abraços!
sábado, 13 de setembro de 2008
Nordeste - Aracaju 01
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Hoje, dia 13/09, acordei com uma ressaca pós assalto, mas resolvi dar um basta no baixo astral. Levantei-me, olhei-me no espelho e o que eu vi? Um cara com os cabelos grandes e queimados de sol, a pele dourada de sol e então logo concluí: pareço um surfista neozelandês... hehee... destes que rodam o mundo e nem banho tomam. Então resolvi mudar isto. Tomei banho e fui ao Shopping Jardins, que fica num bairro de mesmo nome, de classe média alta aqui em Aracaju. A primeira coisa que fiz foi procurar um salão de cabeleireiro e mudei o visual aterrorizante. Nossa, fiquei mais novo.. hehe!!!! Aproveitei e passei na Chili Beans e comprei outro par de óculos, mais bonito que os meus velhos, e estes são mesmo para loiros... loiríssimos.. .fiquei mais ainda parecido que um ator holywoodiano hehehehe... Modesto demais... Almocei um linguini ao camarão, brócolis e bacon... muito bom!!!
A tarde fui a praia de Atalaia, que por sinal possui a maior parcela de areia até agora... mas é feinha. Aliás, Aracaju é muito sem graça. Eu tinha achado Maceió sem graça, mas Aracaju é mais.. hehehe... Belezas naturais não existem por aqui, e a cidade não tem nada que chame a atenção e o pior: não consegui pacote para Mangue Seco e nem para um City Tour... Vou ficar nesta cidade preso até segunda ao meio-dia... Vou ver se dou uma ida ao arrabaldes para tirar fotos, mas com muito cuidado...
Amanhã conto o que aconteceu... Abraços!
A tarde fui a praia de Atalaia, que por sinal possui a maior parcela de areia até agora... mas é feinha. Aliás, Aracaju é muito sem graça. Eu tinha achado Maceió sem graça, mas Aracaju é mais.. hehehe... Belezas naturais não existem por aqui, e a cidade não tem nada que chame a atenção e o pior: não consegui pacote para Mangue Seco e nem para um City Tour... Vou ficar nesta cidade preso até segunda ao meio-dia... Vou ver se dou uma ida ao arrabaldes para tirar fotos, mas com muito cuidado...
Amanhã conto o que aconteceu... Abraços!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Nordeste - Maceió 02
Hoje, 12/09, foi um dia negro.... já lhes conto....
Levantei cedo e resolvi dar uma caminhada pela praia de Ponta Negra, onde estava hospedado. A praia é linda, a maré estava baixa é possível caminhar uns 300 metros mar adentro. Andei até um farol ao longe, que vira uma ilha com maré alta. Águas cristalinas, fotografei os ouriços no fundo, os corais.... maravilhoso.
Ao chegar a praia de volta, resolvi pegar o calçadão e ir por ele. E ao subir o talude que dá acesso ao calçadão, no meio de muita gente, um cara me abordou e pediu minha carteira. Segurou meu bolso de trás da bermuda com força e pediu a carteira.. mas não era carteira, eu não havia levado dinheiro, só a identidade e a máquina. Não deu outra, levou a máquina e eu não tive a esperteza da Thaís de pedir o cartão de memória. Foi tudo muito rápido. Chamei a Guarda Municipal, fizeram uma varredura na região mas não teve jeito. O cara parecia turista, de sunga, sem camisa, se perdeu no meio da multidão. Perdi fotos do último dia em Recife e todas do estado de Alagoas, justo das praias mais bonitas e do meu amigo Beto também... uma pena... lamento mais pelas fotos do que pela máquina.
Ao meio-dia e meia segui para Aracaju. Aqui não consegui albergue, apenas um hotel mais em conta no centro, pois na praia de Atalaia, o point da cidade, estava caro demais. O hotel é aconchegante e de fácil acesso. Amanhã vou ao Shopping Jardins comprar outra máquina fotográfica.
Até mais!
Levantei cedo e resolvi dar uma caminhada pela praia de Ponta Negra, onde estava hospedado. A praia é linda, a maré estava baixa é possível caminhar uns 300 metros mar adentro. Andei até um farol ao longe, que vira uma ilha com maré alta. Águas cristalinas, fotografei os ouriços no fundo, os corais.... maravilhoso.
Ao chegar a praia de volta, resolvi pegar o calçadão e ir por ele. E ao subir o talude que dá acesso ao calçadão, no meio de muita gente, um cara me abordou e pediu minha carteira. Segurou meu bolso de trás da bermuda com força e pediu a carteira.. mas não era carteira, eu não havia levado dinheiro, só a identidade e a máquina. Não deu outra, levou a máquina e eu não tive a esperteza da Thaís de pedir o cartão de memória. Foi tudo muito rápido. Chamei a Guarda Municipal, fizeram uma varredura na região mas não teve jeito. O cara parecia turista, de sunga, sem camisa, se perdeu no meio da multidão. Perdi fotos do último dia em Recife e todas do estado de Alagoas, justo das praias mais bonitas e do meu amigo Beto também... uma pena... lamento mais pelas fotos do que pela máquina.
Ao meio-dia e meia segui para Aracaju. Aqui não consegui albergue, apenas um hotel mais em conta no centro, pois na praia de Atalaia, o point da cidade, estava caro demais. O hotel é aconchegante e de fácil acesso. Amanhã vou ao Shopping Jardins comprar outra máquina fotográfica.
Até mais!
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Nordeste - Maceió 01


Cheguei a Maceió no dia 10, fim de tarde, com o tempo muito nublado. Chovera na noite anterior e a cidade estava sem sol.. nem paracia ambiente de praia. Como aqui escurece muito cedo, cheguei ao albergue, deixei minhas coisas e fui ao supermercado comprar umas frutas e toddinho. Na volta, vi uma lanchonete: "Casa do Pão de Queijo". Que maravilha!.. me empanturrei de pão de queijo, de novo.
No dia 11, nesta quinta, fiz uma excursão com uma empresa de turismo daqui para as praias do Francês, Barra de São Miguel e Gunga.
A praia do Francês é legal, porém dizem que não tem mais o charme de antigamente. Nós só tiramos umas fotos e seguimos para Barra de São Miguel.
Esta sim, é linda, a mais bonita do Nordeste que visitei até agora... lembrem-se, a mais bonita que visitei, na minha opinião. De lá pegamos um barquinho e fomos até os arrecifes, descemos, fotografamos e vimos os peixes nas águas claras da região. Depois seguimos no mesmo barco para Gunga, onde almoçamos e nadamos. Lá ficamos até o fim da tarde. Esta praia, disseram lá, é de propriedade de um grande produtor de cocos. De fato, os coqueirais estão a vista por todo lado. Mas de propriedade dele? É rui, heim? A constituição brasileira determina que as praias são públicas, desta forma este senhor de 73 anos, coronel, casado com a prefeita da cidadezinha, de 29 anos, está equivocado. Na praia do Francês o Ministério Público já estão tomando providências quanto a esta "privatização de praias".
No fim das contas o passeio foi maravilhosooooo!
À noite encontrei com meu amigo alagoano Beto, ele é jornalista e apresentador do jornal local do SBT, Alagoas na Hora, além de tudo é redator chefe. Jantamos num restaurante em Ponta Verde e colocamos o papo em dia.
É isto aí pessoal...
Duas observações:
1) Thais, Taciane e Guilherme, hoje em Gunga tocou a música: "a manga rosa quero cheiro de sumo, melão maduro sapoti juá" ... hehe.. E em Olinda fotografei a casa do Alceu Valença.... Pena que a gravação do CD em Olinda me fez perder as fotos..
2) Obrigado pelos comentários pesssoal... vou continuar a escrever na medida do possível e colocarei fotos quando chegar em casa.
No dia 11, nesta quinta, fiz uma excursão com uma empresa de turismo daqui para as praias do Francês, Barra de São Miguel e Gunga.
A praia do Francês é legal, porém dizem que não tem mais o charme de antigamente. Nós só tiramos umas fotos e seguimos para Barra de São Miguel.
Esta sim, é linda, a mais bonita do Nordeste que visitei até agora... lembrem-se, a mais bonita que visitei, na minha opinião. De lá pegamos um barquinho e fomos até os arrecifes, descemos, fotografamos e vimos os peixes nas águas claras da região. Depois seguimos no mesmo barco para Gunga, onde almoçamos e nadamos. Lá ficamos até o fim da tarde. Esta praia, disseram lá, é de propriedade de um grande produtor de cocos. De fato, os coqueirais estão a vista por todo lado. Mas de propriedade dele? É rui, heim? A constituição brasileira determina que as praias são públicas, desta forma este senhor de 73 anos, coronel, casado com a prefeita da cidadezinha, de 29 anos, está equivocado. Na praia do Francês o Ministério Público já estão tomando providências quanto a esta "privatização de praias".
No fim das contas o passeio foi maravilhosooooo!
À noite encontrei com meu amigo alagoano Beto, ele é jornalista e apresentador do jornal local do SBT, Alagoas na Hora, além de tudo é redator chefe. Jantamos num restaurante em Ponta Verde e colocamos o papo em dia.
É isto aí pessoal...
Duas observações:
1) Thais, Taciane e Guilherme, hoje em Gunga tocou a música: "a manga rosa quero cheiro de sumo, melão maduro sapoti juá" ... hehe.. E em Olinda fotografei a casa do Alceu Valença.... Pena que a gravação do CD em Olinda me fez perder as fotos..
2) Obrigado pelos comentários pesssoal... vou continuar a escrever na medida do possível e colocarei fotos quando chegar em casa.
MINHA CÂMERA FOI ROUBADA EM MACEIÓ, PORTANTO ESTAS FOTOS SÃO "EMPRESTADAS" DA TACIANE (BH) E DA WAL (SP).
Nordeste - Recife 03
Hoje, dia 09/09, acordei cedo e fui dar uma volta pela praia de Boa Viagem. É uma praia linda, um belo calçadão, mas imprópria pra banho. Os cartazes indicando tubarões me amedrontaram. Fazer o quê, né... não deu mesmo. Apenas fotos!...
Depois segui para o Shopping Recife onde eu iria encontrar minha amiga pernambucana, Zenaide. Fiquei lá andando até que ela me ligou pedindo-me para encontrá-la no bairro Conde da Boa Vista. E quando eu estava prestes a sair do shopping, vocês não imaginam o que eu vi.... eu vi um quiosque de café com PÃO DE QUEIJO.... Vocês não têm noção das saudades que eu estava desta gostosura mineira... voei no quiosque e comi muitos de uma só vez... aff... e estava quase na hora do almoço.
No Conde da Boa Vista almocei com a Zenaide e de lá pegamos um ônibus para o Instituto Ricardo Brennand... Pessoal, que lugar longeee... longeee.... Depois da UFPE, sabem? (hehe). Pois é, era lá... mas chegamos.
O Instituto Ricardo Brennand (Não se trata da Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, o do Parque das Esculturas) é para mim uma contradição, e um bastante kitsch. Na verdade a idéia do instituto surgiu porque o Ricardo queria expor a sua coleção particular de adagas e armaduras medievais que ele colecionava desde criança. Assim, construir um pseudo castelo, chamado de Castelo de São João, onde tudo está à mostra do público. Eu não me interesso por isto, achei meio fora de contexto. O que me chamou mais mais a atenção e achei mais pertinente, são obras do pintor holandês Frans Post sobre o periódo da ocupação holandesa em Pernambuco, possui videos interativos e algo mais. Muito bom...
No mais, algumas obras de Botero e Rodin (replica) no jardim, e algumas estátuas greco-romanas em mármore de carrara. O espaço e a proposta lembraram-me Inhotim, porém numa escala inferior à versão mineira.
Mas o saldo foi positivo, gostanto ou não, aprovando ou não, sempre aprendemos algo.
No dia 10, no fim da manhã, segui para Maceió, nas Alagoas.
Depois segui para o Shopping Recife onde eu iria encontrar minha amiga pernambucana, Zenaide. Fiquei lá andando até que ela me ligou pedindo-me para encontrá-la no bairro Conde da Boa Vista. E quando eu estava prestes a sair do shopping, vocês não imaginam o que eu vi.... eu vi um quiosque de café com PÃO DE QUEIJO.... Vocês não têm noção das saudades que eu estava desta gostosura mineira... voei no quiosque e comi muitos de uma só vez... aff... e estava quase na hora do almoço.
No Conde da Boa Vista almocei com a Zenaide e de lá pegamos um ônibus para o Instituto Ricardo Brennand... Pessoal, que lugar longeee... longeee.... Depois da UFPE, sabem? (hehe). Pois é, era lá... mas chegamos.
O Instituto Ricardo Brennand (Não se trata da Oficina de Cerâmica Francisco Brennand, o do Parque das Esculturas) é para mim uma contradição, e um bastante kitsch. Na verdade a idéia do instituto surgiu porque o Ricardo queria expor a sua coleção particular de adagas e armaduras medievais que ele colecionava desde criança. Assim, construir um pseudo castelo, chamado de Castelo de São João, onde tudo está à mostra do público. Eu não me interesso por isto, achei meio fora de contexto. O que me chamou mais mais a atenção e achei mais pertinente, são obras do pintor holandês Frans Post sobre o periódo da ocupação holandesa em Pernambuco, possui videos interativos e algo mais. Muito bom...
No mais, algumas obras de Botero e Rodin (replica) no jardim, e algumas estátuas greco-romanas em mármore de carrara. O espaço e a proposta lembraram-me Inhotim, porém numa escala inferior à versão mineira.
Mas o saldo foi positivo, gostanto ou não, aprovando ou não, sempre aprendemos algo.
No dia 10, no fim da manhã, segui para Maceió, nas Alagoas.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Nordeste - Recife 02
Nesta segunda-feira, dia 08, fui a Olinda... Meu Deus, que surpreendente, Olinda é uma cidade agradabilíssima. O Centro histórico difere bem do centro de Ouro Preto, além da vista do mar que não temos em Minas. Ouro Preto possui uma característica mais colonial portuguesa, e Olinda, por ser muito mais antiga, mescla também influências mouriscas e ecletismo do início do século 20. Mesmo as igrejas mais antigas sofreram mudanças ao longo dos séculos. A Catedral da Sé, por exemplo, teve sua construção incial em estilo neo-gótico, depois mudaram para o barroco e mais tarde simplificaram-no.
As ladeiras dão um charme à cidade e da Sé (Sedis Episcopalis = residência do bispo) pode-se ter a melhor vista do mar e de Recife ao fundo. O conjunto está bem preservado e vemos várias obras pela cidade, de restauro e obras urbanas.
A tarde voltei a Recife, na ilha onde ficam os bairros São José e Santo Antônio, que são bairros também muito antigos e vários casarões históricos necessitam de restauro. Lá visitei a sede do governo de Pernambuco, o Tribunal de Justiça, o teatro Santa Isabel, a capela Dourada dentre outras, sem falar na rua Aurora do outro lado do rio.
Nota-se realmente que a consciência ambiental fica muito a desejar em Recife, infelizmente as ruas e canais estão muito sujos, tanto de lixo quanto esgoto. O rio Capibaribe chega a exalar o odor característico de águas eutrofisadas. Ele tem uma vazão lenta, mais parece uma lagoa, e a quantidade de esgotos diários deve realmente ser elevada.
A parte este item, a cidade é culturalmente rica o que nos faz ficar mais e mais seduzidos por séculos de criação artística.
As ladeiras dão um charme à cidade e da Sé (Sedis Episcopalis = residência do bispo) pode-se ter a melhor vista do mar e de Recife ao fundo. O conjunto está bem preservado e vemos várias obras pela cidade, de restauro e obras urbanas.
A tarde voltei a Recife, na ilha onde ficam os bairros São José e Santo Antônio, que são bairros também muito antigos e vários casarões históricos necessitam de restauro. Lá visitei a sede do governo de Pernambuco, o Tribunal de Justiça, o teatro Santa Isabel, a capela Dourada dentre outras, sem falar na rua Aurora do outro lado do rio.
Nota-se realmente que a consciência ambiental fica muito a desejar em Recife, infelizmente as ruas e canais estão muito sujos, tanto de lixo quanto esgoto. O rio Capibaribe chega a exalar o odor característico de águas eutrofisadas. Ele tem uma vazão lenta, mais parece uma lagoa, e a quantidade de esgotos diários deve realmente ser elevada.
A parte este item, a cidade é culturalmente rica o que nos faz ficar mais e mais seduzidos por séculos de criação artística.
Nordeste - Recife 01
Minha viagem no dia 07/09 para o Pernambuco se passou muito bem. Ao entrarmos neste estado vimos que as maravilhas das estradas até então acabaram, mas a rodovia BR 101 está em fase de duplicação. Breve Pernambuco deverá usufruir de novas rodovias. É impressionante como os canaviais dominam a cena, de ambos os lados da rodovia, durante as duas horas de viagem de João Pessoa a Recife. Provavelmente esta cana se destina à produção de açúcar e etanol (álcool combustível).
Ao aproximarmos da região metropolitana de Recife já pudemos perceber como o estado de Pernambuco é industrialmente mais desenvolvido em comparação aos anteriores já visitados. Há inúmeras fábricas ao longo da estrada, como Kibon, Unilever, Bombril, Tintas Coral, dentre outras.
Ao avistar Recife fiquei estarrecido de ver o monstro de cidade que é, também comparada às demais. De Fortaleza eu já achei grande, Recife supera na sua monumentalidade. Tal monumental que levaram a rodoviária da cidade para bem longe, longe... há uma estação de metrô interligada, mas a estação terminal, mais central, chamada de Estação Recife, ainda é muito longe considerando as dimensões da cidade. Eu desci nesta estação e peguei um taxi para o albergue.
Como era cedo ainda, fui visitar o Recife antigo, onde se situa o marco zero da cidade. De lá, às margens do rio Capibaribe, quase na foz com o mar, podemos ver uns arrecifes e o famoso Parque das Esculturas, de Francisco Brennand. Peguei um barquinho e lá fui conferir de perto. Impressionantemente belo, de grande bom gosto e genialidade. O Recife antigo passa por processo de restauro, o que verificamos que está mudando a cara da cidade. Um lugar agradável, cheio de espaços culturais. Embora eu tenha percebido que Recife é uma cidade muito grande, de locomoção talvez difícil, uma coisa não podemos negar, tem uma intensa atividade cultural.
Fui a um shoppingo construido dentro de uma antiga edificação que abrigava a alfândega, e o referido shopping se chama hoje, Paço Alfândega. Por dentro vemos também algumas paredes originais. Mas este shopping é para poucos, pois abriga nada mais nada menos que lojas de revenda da Calvin Klein e outros famosos. E tem uma loja de estilistas locais com precinhos nada convidativos... mas a vida capitalista é assim mesmo.
Caminhei pela ilha, pelos canais, até a ponte Maurício de Nassau, esta que dá acesso aos bairros de São Pedro e Santo Antônio, onde existem inúmeras igrejas antigas que visitarei outro dia. No fim do dia retornei ao albergue.
O albergue é o mais modesto que já fiquei até agora. Muito quente, infraestura menor em relação aos outros e atendimento um pouco precário. Sem falar que, embora se situe em Boa Viagem, um dos bairros mais nobres da cidade, fica próximo a uma região não muito bem vista por aqui. Daí a razão de estar em recolhido mais cedo. Mas conheci pessoas legais, uma mineira que estuda no Rio, um paulista que mora em Natal, paulitas em férias e dois austríacos, surfistas, também de férias...
No próximo post falarei dos passeios a Olinda e São José/Santo Antônio... Até mais!
Ao aproximarmos da região metropolitana de Recife já pudemos perceber como o estado de Pernambuco é industrialmente mais desenvolvido em comparação aos anteriores já visitados. Há inúmeras fábricas ao longo da estrada, como Kibon, Unilever, Bombril, Tintas Coral, dentre outras.
Ao avistar Recife fiquei estarrecido de ver o monstro de cidade que é, também comparada às demais. De Fortaleza eu já achei grande, Recife supera na sua monumentalidade. Tal monumental que levaram a rodoviária da cidade para bem longe, longe... há uma estação de metrô interligada, mas a estação terminal, mais central, chamada de Estação Recife, ainda é muito longe considerando as dimensões da cidade. Eu desci nesta estação e peguei um taxi para o albergue.
Como era cedo ainda, fui visitar o Recife antigo, onde se situa o marco zero da cidade. De lá, às margens do rio Capibaribe, quase na foz com o mar, podemos ver uns arrecifes e o famoso Parque das Esculturas, de Francisco Brennand. Peguei um barquinho e lá fui conferir de perto. Impressionantemente belo, de grande bom gosto e genialidade. O Recife antigo passa por processo de restauro, o que verificamos que está mudando a cara da cidade. Um lugar agradável, cheio de espaços culturais. Embora eu tenha percebido que Recife é uma cidade muito grande, de locomoção talvez difícil, uma coisa não podemos negar, tem uma intensa atividade cultural.
Fui a um shoppingo construido dentro de uma antiga edificação que abrigava a alfândega, e o referido shopping se chama hoje, Paço Alfândega. Por dentro vemos também algumas paredes originais. Mas este shopping é para poucos, pois abriga nada mais nada menos que lojas de revenda da Calvin Klein e outros famosos. E tem uma loja de estilistas locais com precinhos nada convidativos... mas a vida capitalista é assim mesmo.
Caminhei pela ilha, pelos canais, até a ponte Maurício de Nassau, esta que dá acesso aos bairros de São Pedro e Santo Antônio, onde existem inúmeras igrejas antigas que visitarei outro dia. No fim do dia retornei ao albergue.
O albergue é o mais modesto que já fiquei até agora. Muito quente, infraestura menor em relação aos outros e atendimento um pouco precário. Sem falar que, embora se situe em Boa Viagem, um dos bairros mais nobres da cidade, fica próximo a uma região não muito bem vista por aqui. Daí a razão de estar em recolhido mais cedo. Mas conheci pessoas legais, uma mineira que estuda no Rio, um paulista que mora em Natal, paulitas em férias e dois austríacos, surfistas, também de férias...
No próximo post falarei dos passeios a Olinda e São José/Santo Antônio... Até mais!
domingo, 7 de setembro de 2008
Nordeste - João Pessoa 02 e Campina Grande
Neste sábado, dia 06/09 levantei-me bem cedo e fui a Campina Grande, uma cidade cerca de 120 km de João Pessoa. O acesso é rápido por uma rodovia em perfeito estado de conservação e duplicada. Surpreendi-me com o tamanho da cidade e com o grande progresso de Campina. A cidade é possui uma base da IBM no desenvolvimento de periféricos e pesquisas da Embrapa. Uma destas pesquisas resultou na produção em larga escala do algodão que já nasce colorido. Fantastico!
Lá encontrei com meus amigos Adalberto e Célia... Matamos saudades e conversamos muito.... fofocamos tb.
Fomos ao centro onde pude conhecer inúmeras praças e prédios históricos, o Açude Velho, o parque do Povo, onde fazem a maior festa de São João do mundo. No centro inauguraram um viaduto de concreto suspenso por cabos, muito moderno e virou um marco na cidade.
Mais tarde almoçamos no Shopping Iguatemi e ficamos conversando até a minha partida.
De volta a João Pessoa, tomei um banho, descansei um pouco, depois tomei uma compota nordestina de açaí e fui a uma boate, no centro histórico da cidade. Depois de tanto andar eu merecia uma balada de leve...
No dia seguinte, bem cedo, parti para Recife.
INFELIZMENTE AS FOTOS TIRADAS NESTE DIA FORAM PERDIDAS NA GRAVAÇÃO DO CD EM OLINDA.
Lá encontrei com meus amigos Adalberto e Célia... Matamos saudades e conversamos muito.... fofocamos tb.
Fomos ao centro onde pude conhecer inúmeras praças e prédios históricos, o Açude Velho, o parque do Povo, onde fazem a maior festa de São João do mundo. No centro inauguraram um viaduto de concreto suspenso por cabos, muito moderno e virou um marco na cidade.
Mais tarde almoçamos no Shopping Iguatemi e ficamos conversando até a minha partida.
De volta a João Pessoa, tomei um banho, descansei um pouco, depois tomei uma compota nordestina de açaí e fui a uma boate, no centro histórico da cidade. Depois de tanto andar eu merecia uma balada de leve...
No dia seguinte, bem cedo, parti para Recife.
INFELIZMENTE AS FOTOS TIRADAS NESTE DIA FORAM PERDIDAS NA GRAVAÇÃO DO CD EM OLINDA.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
Nordeste - João Pessoa 01





Cheguei a João Pessoa no dia 04 de setembro com o dia bastante nublado, e durante o resto da tarde algumas pancadas de chuva ainda aconteceram. Dei um espiada na praia de Manaíra, bairro onde estou hospeado. Há um calçadão bem mais definido que Natal, e vários coqueiros na orla. Os edifícios são também baixos, o que confere às avenidas da praia um contorno mais horizontal. A cidade é bem tranquila, respira aquele clima interiorano.
No dia seguinte levantei-me bem cedo e fui a praia. Andei mais de 6 quilômetros, passando pelas praias de Manaíra, Tambaú, Cabo Branco e Ponta do Seixas. O Ponta do Seixas, onde fica o Farol do Cabo Branco é o ponto mais oriental de todas as Américas. Como dizem por aqui, "é onde o sol nasce primeiro". Relamente é fantástico, e as praias são belíssimas.
Do Farol segui para a Estação Cabo Branco, um polo de Ciências, Cultura e Artes recém-inaugurado... e para minha surpresa, imaginem quem foi o autor do projeto... vou dar um chance... já pensaram?..... Pensem mais... Vou falar... de Oscar Niemeyer... O prédio principal de exposições lembra muito o Museu de Arte de Niterói, mesmas características conceituais, embora a forma final seja distinta... mas de qualquer forma é do mestre. Do terraço panorâmico é possível avistar as praias, sendo este o ponto mais alto da cidade. Uma coisa que achei criativa e muito interessante: há música ambiente em todos os pontos, inclusive nos jardins, há umas caixas de som embutidas na paisagem. Enquanto estive lá pude escutar Pink Floyd e algumas bandas britânicas. Divino!
À tarde fiz um city tour pelo centro histórico, passando pela lagoa central, pelas praça João Pessoa, onde ficam os edifícios públicos estaduais e a faculdade de Direito da UFPB. Visitei inúmeras ruas com prédios de época, e as igrejas das carmelitas, a Catedral, Faculdade de Ciências Médicas, o Centro de Informações Turísticas, o antigo Hotel Globo, de onde tirei fotos do início do pôr-do-sol sob os rios Samahuá e Paraíba. Muito bonito! Foi um dia bastante proveitoso. Da volta passei pelo restaurante Mangai, de comida regional, e degustei uma tapioca salgada de carne de sol e nata, e uma doce, de coco com leite condensado... Acho que vou engordar!!! Amanhã visito Campina Grande... Aguardem!
No dia seguinte levantei-me bem cedo e fui a praia. Andei mais de 6 quilômetros, passando pelas praias de Manaíra, Tambaú, Cabo Branco e Ponta do Seixas. O Ponta do Seixas, onde fica o Farol do Cabo Branco é o ponto mais oriental de todas as Américas. Como dizem por aqui, "é onde o sol nasce primeiro". Relamente é fantástico, e as praias são belíssimas.
Do Farol segui para a Estação Cabo Branco, um polo de Ciências, Cultura e Artes recém-inaugurado... e para minha surpresa, imaginem quem foi o autor do projeto... vou dar um chance... já pensaram?..... Pensem mais... Vou falar... de Oscar Niemeyer... O prédio principal de exposições lembra muito o Museu de Arte de Niterói, mesmas características conceituais, embora a forma final seja distinta... mas de qualquer forma é do mestre. Do terraço panorâmico é possível avistar as praias, sendo este o ponto mais alto da cidade. Uma coisa que achei criativa e muito interessante: há música ambiente em todos os pontos, inclusive nos jardins, há umas caixas de som embutidas na paisagem. Enquanto estive lá pude escutar Pink Floyd e algumas bandas britânicas. Divino!
À tarde fiz um city tour pelo centro histórico, passando pela lagoa central, pelas praça João Pessoa, onde ficam os edifícios públicos estaduais e a faculdade de Direito da UFPB. Visitei inúmeras ruas com prédios de época, e as igrejas das carmelitas, a Catedral, Faculdade de Ciências Médicas, o Centro de Informações Turísticas, o antigo Hotel Globo, de onde tirei fotos do início do pôr-do-sol sob os rios Samahuá e Paraíba. Muito bonito! Foi um dia bastante proveitoso. Da volta passei pelo restaurante Mangai, de comida regional, e degustei uma tapioca salgada de carne de sol e nata, e uma doce, de coco com leite condensado... Acho que vou engordar!!! Amanhã visito Campina Grande... Aguardem!
NÃO TENHO MAIS FOTOS PORQUE O CD QUE COPIEI EM OLINDA FOI DANIFICADO. UMA PENA!
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Nordeste - Natal 02
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No terceiro dia fui à praia de Pipa. Pipa pertence ao munícipio de Thibau do Sul, cerca de 80 km ao sul de Natal. Neste trecho da rodovia pude perceber como a paisagem litorânea é bem distinta da paisagem do sertão. Aqui há inúmeras plantações de coco, o que chamamos de coco da Bahia e canaviais a perderem de vista. As estradas do Ceará e Rio Grande do Norte estão em excelentes condições de conservação, e o trecho Natal-João Pessoa, que nos leva a Pipa, está em processo de duplicação.
Chegando em Pipa fiquei maravilhado. É um lugar encantador em todos os sentidos que esta palavra possa ter. O local lembra Canoa Quebrada, porém mais sofisticado e menos agressivo às falésias. Estas são mais exuberantes, têm um escala mais monumental e dominam toda a costa. É incrível saber que estas falésias não estão prontas, a cada maré cheio um pedaço delas se desfaz e a porção de terra diminiu. Um dia, a vila logo acima, poderá ficar comprometida pelo avanço do mar. As falésias possuem camadas de cores diferentes de acordo com a argila que compoe o solo... Muito impressionante.
Andei vários quilômetros a pé até a virada de uma ponta que avaça sobre o mar, onde há inúmeros corais... de lá tem-se acesso à outra praia, a praia do Madeiro. Na volta, para minha surpresa, encontrei com alguns estudantes do albergue circulando pela praia. Convidaram-me para um passeio de barco pela baía, e eu prontamente aceitei, claro.
O passeio foi magnífico, além de nós havia uma família de holandeses, pais e dois filhos adultos. Pelo menos havia pessoas mais brancas do que eu neste barco. Foi emocionante a passagem do barco pelas grande ondas, e os pontos de visadas do continente, que jamais teríamos em terra firme. O ponto máximo foi quando avistamos os golfinhos em nado sincronizado. Uma maravilha da natureza bem diante dos nossos olhos.
Ao voltar a Natal, lanchei e fui ao Taverna Pub. Apresentou-se lá um grupo local chamado Sexteto Sonoro, que toca músicas variadas desde Xuxa, Balão Mágico, passando pelas baladas dos anos 80 e 90. Achei incrível a galera se delirar com J Quest e Skank. Óia nóis aí gente, sô! Lá conheci várias pessoas de outros estados, e fiz amizade com um paulista que mora no Espírito Santo, o Sérgio Rodrigo. Mais tarde da noite fomos caminhar pelo calçadão de Ponta Negra pois estava uma noite bonita, até começar a chover hehe...
No dia 04 de setembro Natal amanheceu chuvosa e não pude ir à praia. Arrumei as malas e parti para João Pessoa, na Paraíba.
Chegando em Pipa fiquei maravilhado. É um lugar encantador em todos os sentidos que esta palavra possa ter. O local lembra Canoa Quebrada, porém mais sofisticado e menos agressivo às falésias. Estas são mais exuberantes, têm um escala mais monumental e dominam toda a costa. É incrível saber que estas falésias não estão prontas, a cada maré cheio um pedaço delas se desfaz e a porção de terra diminiu. Um dia, a vila logo acima, poderá ficar comprometida pelo avanço do mar. As falésias possuem camadas de cores diferentes de acordo com a argila que compoe o solo... Muito impressionante.
Andei vários quilômetros a pé até a virada de uma ponta que avaça sobre o mar, onde há inúmeros corais... de lá tem-se acesso à outra praia, a praia do Madeiro. Na volta, para minha surpresa, encontrei com alguns estudantes do albergue circulando pela praia. Convidaram-me para um passeio de barco pela baía, e eu prontamente aceitei, claro.
O passeio foi magnífico, além de nós havia uma família de holandeses, pais e dois filhos adultos. Pelo menos havia pessoas mais brancas do que eu neste barco. Foi emocionante a passagem do barco pelas grande ondas, e os pontos de visadas do continente, que jamais teríamos em terra firme. O ponto máximo foi quando avistamos os golfinhos em nado sincronizado. Uma maravilha da natureza bem diante dos nossos olhos.
Ao voltar a Natal, lanchei e fui ao Taverna Pub. Apresentou-se lá um grupo local chamado Sexteto Sonoro, que toca músicas variadas desde Xuxa, Balão Mágico, passando pelas baladas dos anos 80 e 90. Achei incrível a galera se delirar com J Quest e Skank. Óia nóis aí gente, sô! Lá conheci várias pessoas de outros estados, e fiz amizade com um paulista que mora no Espírito Santo, o Sérgio Rodrigo. Mais tarde da noite fomos caminhar pelo calçadão de Ponta Negra pois estava uma noite bonita, até começar a chover hehe...
No dia 04 de setembro Natal amanheceu chuvosa e não pude ir à praia. Arrumei as malas e parti para João Pessoa, na Paraíba.
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Ao chegar à rodoviária de Natal, fui direto ao bairro de Ponta Negra, onde fica o albergue Lua Cheia.
Embora Natal seja bem menor que Fortaleza, achei o trânsito da cidade mais frenético, e não necessariamente engafarrado... mas rápido e nervoso... Mas Natal é mais aconchegante, não possui a suntuosidade dos prédios da orla de Iracema e Mucuripe em Fortaleza, mas é mais humana, a escala é menos opressiva. Na melhor praia, a de Ponta Negra, os edifícios da orla são baixos, escalonados, acompanhando a declividade do terreno... a praia lá em baixo e a cidade mais acima... O clima também é mais ameno que Fortaleza.
O albergue Lua Cheia, o albergue da "Bruxinha" é fantástico. Construído em tijolos aparentes, possui uma temperatura interna bem agradável. Sua arquitetura kitsch lembra-nos um castelo medieval, e toda sua decoração remonta ao período medieval. Os quartos têm nomes engraçados, o meu era "Caldeirão Mágico", o vizinho era "Sala dos Magos" e por aí vai. Havia um congresso de Comunicação Social em Natal e o albergue estava cheio de estudantes universitários de todo o país.
A rua tornou-se point gastronômico após a construção do albergue no local, havia vários restaurantes maravilhoso, onde pude apreciar uma tapioca com carne de sol e catupiri, e também um belo cuscuz, além de uma batata assada ao molho de camarão.. enfim, o bairro é bem agitado, aninado. No próprio albergue há um pub, chamado de Taverna Pub, e hóspedes entram de graça.. estive lá um dia antes de deixar a cidade.
No segundo dia fui direto pegar um solzinho na Praia de Ponta Negra... aqui as praias urbanas são aptas ao banho... e há uma boa infraestrutura ao turista. No fim da praia há o Morro do Careca, antigo local para a prática de ski bunda, mas atualmente é proibido, lá virou reserva ecológica monitorada pelo Ibama. Há uma pequena trilha neste trecho que nos leva a praia do Alagamar, que é mais calma e mais deserta.
A tarde fui ao Forte dos Reis Magos... Uma fortaleza construída em 1598 para proteger o território da invasão francesa, após terem sidos expulsos do Rio de Janeiro. O Forte fica no encontro do mar com o rio Pontengi, bem próximo à nova ponte. Um lugar espetacular que vale a pena visitar. Foi uma luta chegar lá, o ônibus que pára mais perto nos deixa a três quilômetros da bilheteria do Forte, e ainda temos que andar pela passarela de entrada. Da volta o mesmo trajeto e cerca de 30 minutos de espera.
Do forte segui para o centro histórico, que infelizmente não é muito preservado. Vários estilos arquitetônicos dividema a mesma praça. Visitei a praça 7 de Setembro e a praça André de Albuquerque. Fui ao Memorial Câmara Cascudo (Escritor e jornalista potiguar) , Assembléia Legislativa, Prefeitura Municipal, Centro Cultural, Igreja de Santo Antônio, Igreja de Nossa Senhora da Apresentação e Casa Câmara Cascudo. Um bom passeio para entender o processo de ocupação da cidade.
Embora Natal seja bem menor que Fortaleza, achei o trânsito da cidade mais frenético, e não necessariamente engafarrado... mas rápido e nervoso... Mas Natal é mais aconchegante, não possui a suntuosidade dos prédios da orla de Iracema e Mucuripe em Fortaleza, mas é mais humana, a escala é menos opressiva. Na melhor praia, a de Ponta Negra, os edifícios da orla são baixos, escalonados, acompanhando a declividade do terreno... a praia lá em baixo e a cidade mais acima... O clima também é mais ameno que Fortaleza.
O albergue Lua Cheia, o albergue da "Bruxinha" é fantástico. Construído em tijolos aparentes, possui uma temperatura interna bem agradável. Sua arquitetura kitsch lembra-nos um castelo medieval, e toda sua decoração remonta ao período medieval. Os quartos têm nomes engraçados, o meu era "Caldeirão Mágico", o vizinho era "Sala dos Magos" e por aí vai. Havia um congresso de Comunicação Social em Natal e o albergue estava cheio de estudantes universitários de todo o país.
A rua tornou-se point gastronômico após a construção do albergue no local, havia vários restaurantes maravilhoso, onde pude apreciar uma tapioca com carne de sol e catupiri, e também um belo cuscuz, além de uma batata assada ao molho de camarão.. enfim, o bairro é bem agitado, aninado. No próprio albergue há um pub, chamado de Taverna Pub, e hóspedes entram de graça.. estive lá um dia antes de deixar a cidade.
No segundo dia fui direto pegar um solzinho na Praia de Ponta Negra... aqui as praias urbanas são aptas ao banho... e há uma boa infraestrutura ao turista. No fim da praia há o Morro do Careca, antigo local para a prática de ski bunda, mas atualmente é proibido, lá virou reserva ecológica monitorada pelo Ibama. Há uma pequena trilha neste trecho que nos leva a praia do Alagamar, que é mais calma e mais deserta.
A tarde fui ao Forte dos Reis Magos... Uma fortaleza construída em 1598 para proteger o território da invasão francesa, após terem sidos expulsos do Rio de Janeiro. O Forte fica no encontro do mar com o rio Pontengi, bem próximo à nova ponte. Um lugar espetacular que vale a pena visitar. Foi uma luta chegar lá, o ônibus que pára mais perto nos deixa a três quilômetros da bilheteria do Forte, e ainda temos que andar pela passarela de entrada. Da volta o mesmo trajeto e cerca de 30 minutos de espera.
Do forte segui para o centro histórico, que infelizmente não é muito preservado. Vários estilos arquitetônicos dividema a mesma praça. Visitei a praça 7 de Setembro e a praça André de Albuquerque. Fui ao Memorial Câmara Cascudo (Escritor e jornalista potiguar) , Assembléia Legislativa, Prefeitura Municipal, Centro Cultural, Igreja de Santo Antônio, Igreja de Nossa Senhora da Apresentação e Casa Câmara Cascudo. Um bom passeio para entender o processo de ocupação da cidade.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Nordeste - Trecho Fortaleza/Natal

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Saí de Fortaleza neste dia 01 de setembro às 9 horas da manhã e cheguei a Natal às 18:30 horas. Dois motivos levaram-me a optar pela viagem durante o dia. A primeira foi por segurança. Temo viajar a noite nestes lugares, e as pessoas daqui realmente confirmaram que minhas suspeitas são reais e que devo ser precavido mesmo. A segunda foi para poder apreciar a paisagem, tão distinta da nossa.
Ao longo do caminho pude apreciar tanta coisa!... o relevo é planíssimo, algumas formações mais elevadas aparecem raramente, como o pico do Cabogi, em Lajes - RN, considerado o único pico de formação vulcânica no Brasil. Ele realmente desponta no meio do nada... é muito bonito.
No Ceará pude ver o rio Jaguaribe, o maior rio perene do mundo, e que desta vez estava com sua vasão total, um grande espetáculo para um povo tão sofrido da caatinga. Falando nesta, a paisagem de caatinga é incrível. Embora estivesse verde por causa das últimas chuvas, pudemos perceber a fragilidade da vegetação. Não chegam a ser árvores, mas arbutos, bastantes esparços, frágeis, brotando daquele terreno visivelmente arenoso e salinizado.
Em meio a esta paisagem inóspita, durante algumas horas ao longo da BR-116 ao deixar Fortaleza pudemos avistar fazendas imensas de plantação de caju... uma maravilha... os cajueiros dominam a cena. É uma árvore um tanto esquesita, ela é enorme, porém a tua copa é muito maior que a sua altura, dando-nos a impressão que o tronco não suportará o peso... Mas elas estão lá, parecendo baianas numa escola de samba.... redondas e felizes....
Fiquei louco para ver o mandacaru, esperei horas até avistar uma floresta deles na região de Angicos, no Rio Grande do Norte... mas minha alegria durou pouco... um passageiro me disse que aquilo que fotografei é também um tipo de cactus da caatinga, mas não era o mandacaru... Este possui espinhos enormes e são encontrados mais ainda no interior, no sertão mais árido...
Em Mossoró vi os campos de sal, um cheiro forte exalava.... nunca havia sentido algo parecido... Ainda no Ceará pude ver também grandes poços de criação de camarão em cativeiro. Magnífico!
O ônibus no qual viajei era semi leito com ar-condicionado, mas após duas horas de viagem o ar quebrou. Estávamos em Aracati, onde fica Canoa Quebrada. Viajamos ainda uma hora com ele assim. Em Mossoró trocamos de veículo. Valeu a pena, o segundo era muito mais novo e confortável.
Um fato curioso aconteceu no ônibus. Um garoto de 18 anos viajava do meu lado, muito simples e humilde. Estava indo a Natal pela primeira vez para encontrar com a mãe que o ambandonara quando criança. Ela a redescobriu por um acaso, ele reconheceu nas ruas de Fortaleza uma mulher que havia sido vizinha deles e esta mulher lhe deu o número da mãe em Natal. A irmã mais velha mora com a mãe e ele com o pai. Quando ele disse ao pai que descobrira a mãe, ele não gostou e pediu ao filho para não ir vê-la. Mas ao ir para o trabalho o garoto pensou: "ou vou para o trabalho ou vou para Natal". Segundo ele, ligou para mãe e para a irmã, e comprou a passagem para Natal. Na rodoviária de Natal foi emocionante ver o reencontro depois de tanto tempo e o mais impressionante é ver como o ser humano sente falta da mãe, mesmo que esta o tenha abandonado.
Ao longo do caminho pude apreciar tanta coisa!... o relevo é planíssimo, algumas formações mais elevadas aparecem raramente, como o pico do Cabogi, em Lajes - RN, considerado o único pico de formação vulcânica no Brasil. Ele realmente desponta no meio do nada... é muito bonito.
No Ceará pude ver o rio Jaguaribe, o maior rio perene do mundo, e que desta vez estava com sua vasão total, um grande espetáculo para um povo tão sofrido da caatinga. Falando nesta, a paisagem de caatinga é incrível. Embora estivesse verde por causa das últimas chuvas, pudemos perceber a fragilidade da vegetação. Não chegam a ser árvores, mas arbutos, bastantes esparços, frágeis, brotando daquele terreno visivelmente arenoso e salinizado.
Em meio a esta paisagem inóspita, durante algumas horas ao longo da BR-116 ao deixar Fortaleza pudemos avistar fazendas imensas de plantação de caju... uma maravilha... os cajueiros dominam a cena. É uma árvore um tanto esquesita, ela é enorme, porém a tua copa é muito maior que a sua altura, dando-nos a impressão que o tronco não suportará o peso... Mas elas estão lá, parecendo baianas numa escola de samba.... redondas e felizes....
Fiquei louco para ver o mandacaru, esperei horas até avistar uma floresta deles na região de Angicos, no Rio Grande do Norte... mas minha alegria durou pouco... um passageiro me disse que aquilo que fotografei é também um tipo de cactus da caatinga, mas não era o mandacaru... Este possui espinhos enormes e são encontrados mais ainda no interior, no sertão mais árido...
Em Mossoró vi os campos de sal, um cheiro forte exalava.... nunca havia sentido algo parecido... Ainda no Ceará pude ver também grandes poços de criação de camarão em cativeiro. Magnífico!
O ônibus no qual viajei era semi leito com ar-condicionado, mas após duas horas de viagem o ar quebrou. Estávamos em Aracati, onde fica Canoa Quebrada. Viajamos ainda uma hora com ele assim. Em Mossoró trocamos de veículo. Valeu a pena, o segundo era muito mais novo e confortável.
Um fato curioso aconteceu no ônibus. Um garoto de 18 anos viajava do meu lado, muito simples e humilde. Estava indo a Natal pela primeira vez para encontrar com a mãe que o ambandonara quando criança. Ela a redescobriu por um acaso, ele reconheceu nas ruas de Fortaleza uma mulher que havia sido vizinha deles e esta mulher lhe deu o número da mãe em Natal. A irmã mais velha mora com a mãe e ele com o pai. Quando ele disse ao pai que descobrira a mãe, ele não gostou e pediu ao filho para não ir vê-la. Mas ao ir para o trabalho o garoto pensou: "ou vou para o trabalho ou vou para Natal". Segundo ele, ligou para mãe e para a irmã, e comprou a passagem para Natal. Na rodoviária de Natal foi emocionante ver o reencontro depois de tanto tempo e o mais impressionante é ver como o ser humano sente falta da mãe, mesmo que esta o tenha abandonado.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Nordeste - Maranguape - CE
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Após o passeio a Canoa Quebrada, no sábado, fomos a Maranguape, no domingo... Maranquape fica na região metropolitana e possui um clima mais ameno devido às serras na região. É terra do humorista Chico Anísio.
O que fomos ver lá? Visitamos o Museu da Cachaça, um magnífico empreendimento! A fabricação da cachaça Ypióca começou no Ceará pela família portuguesa Teles de Menezes e até hoje existe administrada pela 5ª geração da família no Brasil. Este museu abriga elementos da história da saga desta família na fabricação do aguardente e está instalado numa antiga fábrica... o local está restaurado e possui um paisagismo magnífico. O antigo maquinário conta a sequência na fabricação da cachaça e a casa grande abriga a pinacoteca, com documentos e fotos ao longo dos anos. Há tonéis com cachaças curtidas desde 1968 e o mais impressionante, lá está o maior tonel do mundo, registrado no Guiness Book, por abrigar cerca de 40.000 litros de cachaça.
Esta cachaça foi a primeira do Brasil a ser exportada, em 1965, para a Alemanha. Há uma loja de souvenirs onde vários produtos estão a venda, além de uma boa desgustação da "marvada"....
O que fomos ver lá? Visitamos o Museu da Cachaça, um magnífico empreendimento! A fabricação da cachaça Ypióca começou no Ceará pela família portuguesa Teles de Menezes e até hoje existe administrada pela 5ª geração da família no Brasil. Este museu abriga elementos da história da saga desta família na fabricação do aguardente e está instalado numa antiga fábrica... o local está restaurado e possui um paisagismo magnífico. O antigo maquinário conta a sequência na fabricação da cachaça e a casa grande abriga a pinacoteca, com documentos e fotos ao longo dos anos. Há tonéis com cachaças curtidas desde 1968 e o mais impressionante, lá está o maior tonel do mundo, registrado no Guiness Book, por abrigar cerca de 40.000 litros de cachaça.
Esta cachaça foi a primeira do Brasil a ser exportada, em 1965, para a Alemanha. Há uma loja de souvenirs onde vários produtos estão a venda, além de uma boa desgustação da "marvada"....
Nordeste - Canoa Quebrada - CE
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Canoa Quebrada é um lugarejo pertencente ao município de Aracati, Ceará, no litoral leste, a 26 km da fronteira com o Rio Grande do Norte. O lugar é uma vila de pescadores, onde podemos ver claramente o núcleo original e a nova Canoa Quebrada, com várias lojas e pousadas... A vila fica sobre as falésias e praia lá em baixo...
É hilário ver como as pessoas denominam algumas ruas... a principal, por circular muitas pessoas e que dão vida ao lugar, é chamada de Rua Broadway... só que nada a ver com a sua homônima de Nova York... (risos)...
A praia, ao meu ver, é como outra qualquer, somente as falésias e as dunas lhe dão uma característica mais peculiar... não há arborização, o que nos faz ficar dependentes das barracas. Infelizmente a falta de planejamento leva a especulação imobiliária a ameaçar as falésias. Restaurantes e quiosques estão praticamente ancorados na praia, com fundos para as falésias, ameaçando-as de desmoronamento, e o pior, roubando um belo cenário para uma foto bonita.
O que salvou o passeio, ao meu ver, foi o passeio de bugue... isto sim, foi emocionante. Foi uma hora de grande emoção pelas dunas, e no meio do percurso pudemos parar para uma água de coco e fotos... e quem se aventurou pode experimentar o ski bunda e o ski bunda aéreo... muito impressionante... as dunas são lindas e diferente de tudo que já vi um dia...
É hilário ver como as pessoas denominam algumas ruas... a principal, por circular muitas pessoas e que dão vida ao lugar, é chamada de Rua Broadway... só que nada a ver com a sua homônima de Nova York... (risos)...
A praia, ao meu ver, é como outra qualquer, somente as falésias e as dunas lhe dão uma característica mais peculiar... não há arborização, o que nos faz ficar dependentes das barracas. Infelizmente a falta de planejamento leva a especulação imobiliária a ameaçar as falésias. Restaurantes e quiosques estão praticamente ancorados na praia, com fundos para as falésias, ameaçando-as de desmoronamento, e o pior, roubando um belo cenário para uma foto bonita.
O que salvou o passeio, ao meu ver, foi o passeio de bugue... isto sim, foi emocionante. Foi uma hora de grande emoção pelas dunas, e no meio do percurso pudemos parar para uma água de coco e fotos... e quem se aventurou pode experimentar o ski bunda e o ski bunda aéreo... muito impressionante... as dunas são lindas e diferente de tudo que já vi um dia...
Nordeste - Fortaleza 04
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Logo após chegar ao hotel fui almoçar com alguns amigos e comemos um prato MARAVILHOSO de frutos do mar: camarão e lagosta... Depois partimos para o City Tour.
O City Tour foi muito bom, porém acheio-o básico... Não descemos em muitos lugares, apenas fotografamos do ônibus. Ao sairmos do hotel logo avistamos já uma usina eólica, de fornecimento de energia elétrica... além de ser ecologicamente correta, a usina é muito interessante no aspecto estético, aquelas hélices nos lembram moinhos de vento... muito legal.
Daí seguimos para a praia do Futuro, uma das únicas em Fortaleza aptas ao banho. O local é um pouco afastado do burburinho da avenida Beira-Mar, e possui uma excelente infraestura de barracas. A região, por possuir uma grande maresia, não é muito ocupada por residências, o que faz o preço dos imóveis despencar.
Passeamos por bairros nobres e outros pobres, pelo Parque do Cocó (quando eu retornar a Minas eu explico o que significa Cocó), pelas praias de Iracema e Mucuripe, apenas avistamos o Dragão do Mar e a Catedral. Mas uma visita fascinante aconteceu na agênica Central dos Correios. Lá vimos uma exposição de artes e a apresentação do coral dos funcionários da agência... Muito bom....
Em aspectos gerais, Fortaleza é uma cidade bonita, rica, tem os encantamentos e ao mesmo tempo os problemas de uma cidade grande... Os prédios da orla impressionam pela suntuosidade. Mas o que mais me encantou foi a simplicidade e a hospitalidade do povo... este sim, é de tirar o chapéu, não é arrogante como em muitos lugares por onde viajamos Brasil afora. Percebe-se, no interior do Ceará, uma etnia mais indígena, segundo disseram-me, dos índios tupi-guaranis e tupinambás... já a capital é mais mesclada, pessoas de pele morena, morena clara e muitos loiros... Negros praticamente inexistem na região...
Bom... vejam o próximo post com o passeio a Canoa Quebrada..... Até lá...
O City Tour foi muito bom, porém acheio-o básico... Não descemos em muitos lugares, apenas fotografamos do ônibus. Ao sairmos do hotel logo avistamos já uma usina eólica, de fornecimento de energia elétrica... além de ser ecologicamente correta, a usina é muito interessante no aspecto estético, aquelas hélices nos lembram moinhos de vento... muito legal.
Daí seguimos para a praia do Futuro, uma das únicas em Fortaleza aptas ao banho. O local é um pouco afastado do burburinho da avenida Beira-Mar, e possui uma excelente infraestura de barracas. A região, por possuir uma grande maresia, não é muito ocupada por residências, o que faz o preço dos imóveis despencar.
Passeamos por bairros nobres e outros pobres, pelo Parque do Cocó (quando eu retornar a Minas eu explico o que significa Cocó), pelas praias de Iracema e Mucuripe, apenas avistamos o Dragão do Mar e a Catedral. Mas uma visita fascinante aconteceu na agênica Central dos Correios. Lá vimos uma exposição de artes e a apresentação do coral dos funcionários da agência... Muito bom....
Em aspectos gerais, Fortaleza é uma cidade bonita, rica, tem os encantamentos e ao mesmo tempo os problemas de uma cidade grande... Os prédios da orla impressionam pela suntuosidade. Mas o que mais me encantou foi a simplicidade e a hospitalidade do povo... este sim, é de tirar o chapéu, não é arrogante como em muitos lugares por onde viajamos Brasil afora. Percebe-se, no interior do Ceará, uma etnia mais indígena, segundo disseram-me, dos índios tupi-guaranis e tupinambás... já a capital é mais mesclada, pessoas de pele morena, morena clara e muitos loiros... Negros praticamente inexistem na região...
Bom... vejam o próximo post com o passeio a Canoa Quebrada..... Até lá...
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